Coleção · traduzida do russo

Dostoiévski — Cartas

A primeira edição integral em português da correspondência de Fiódor Dostoiévski, traduzida diretamente do russo. São quase mil cartas, de 1832 a 1881, em oito volumes que acompanham as fases da vida do escritor.

205 anosA capa dura das Cartas é a edição comemorativa dos 205 anos de nascimento de Dostoiévski (11 de novembro de 1821).

Livros · Dostoiévski — Cartas

I
Capa de Cartas, vol. I: Juventude

Juventude

1832–1849

Um estudante da Escola de Engenharia escreve ao irmão Mikhail sobre Schiller, Balzac e Homero, e pede dinheiro ao pai. Poucos anos depois, é recebido como gênio com Gente Pobre, e em seguida a crítica o abandona. As cartas desta fase mostram a formação de um escritor e a ambição de quem se sabe destinado a algo grande. Mostram também a queda: a prisão de 1849, os meses na Fortaleza de Pedro e Paulo e o simulacro de fuzilamento. O volume termina com a carta escrita ao irmão no próprio dia 22 de dezembro de 1849, horas depois de Dostoiévski ter estado diante do pelotão.

II
Capa de Cartas, vol. II: Da Sibéria

Da Sibéria

1854–1859

Ao sair do presídio de Omsk, Dostoiévski escreve ao irmão a longa carta em que resume quatro anos de trabalhos forçados. Escreve também a N. D. Fonvízina a célebre confissão de fé. Seguem-se os anos de soldado raso em Semipalátinsk, a paixão por Maria Issáieva e o casamento na Sibéria. Nas cartas a amigos e protetores, o escritor luta para voltar à literatura e a Petersburgo, e planeja os livros que marcariam seu retorno.

III
Capa de Cartas, vol. III: Tempo e Época

Tempo e Época

1860–1867

De volta à capital, Dostoiévski funda com o irmão as revistas O Tempo e A Época, viaja pela primeira vez à Europa e vive a relação tempestuosa com Apollinária Súslova. Em 1864 perde a esposa e o irmão, e herda dívidas esmagadoras. Nestas cartas nascem Memórias do Subsolo e Crime e Castigo, cujo plano ele expõe ao editor Katkov. Também é daqui a aposta desesperada que o leva a ditar O Jogador a uma jovem estenógrafa, Anna Snítkina. O volume termina com o casamento e a partida para o estrangeiro.

IV
Capa de Cartas, vol. IV: O jogador no exílio

O jogador no exílio

1867–1868

Dresden, Baden-Baden, Genebra: fugindo dos credores, o casal Dostoiévski vive quatro anos fora da Rússia. As cartas registram as perdas na roleta, os pedidos de adiantamento, a saudade da pátria e a morte da primeira filha, Sônia. Registram também a composição de O Idiota e a tentativa de retratar, como ele escreve, "um homem positivamente belo".

V
Capa de Cartas, vol. V: Florença e Dresden

Florença e Dresden

1869–1871

Em Florença e depois em Dresden, nasce a filha Liubov, e com ela renasce o trabalho. As notícias do caso Netcháiev acendem a ideia de Os Demônios, e o escritor projeta a grande obra que nunca chegaria a escrever, A Vida de um Grande Pecador. São as cartas de um homem que discute com os amigos o destino da Rússia enquanto conta os copeques. Terminam com o retorno a Petersburgo, em 1871.

VI
Capa de Cartas, vol. VI: A volta a Petersburgo

A volta a Petersburgo

1871–1874

De novo na Rússia, Dostoiévski assume a redação do semanário O Cidadão, onde publica as primeiras páginas do Diário de um Escritor, e chega a passar dois dias na prisão por uma infração de imprensa. Nas cartas à esposa e aos colaboradores aparecem os verões em Staraia Russa, a doença e o tratamento em Ems, e a reaproximação com Nekrássov, que levaria O Adolescente às páginas de Anais da Pátria.

VII
Capa de Cartas, vol. VII: Os anos do Diário

Os anos do Diário

1875–1877

Com o Diário de um Escritor como publicação própria, Dostoiévski conquista um público que lhe escreve de toda a Rússia, e ele responde. Estas cartas são o bastidor do Diário: os temas que ele não ousou publicar, o diálogo com leitores como Khristina Altchévskaia e as moças estudantes de medicina que o visitam. Mostram ainda as cartas de amor e de ciúme a Anna, enviadas das termas de Ems, e o nascimento do filho Aleksei.

E-book e brochura a partir de 25/10/2026.

VIII
Capa de Cartas, vol. VIII: Os últimos anos

Os últimos anos

1878–1881

A morte do pequeno Aleksei leva Dostoiévski ao mosteiro de Optina, e desse luto sai Os Irmãos Karamázov. Nas cartas a editores e a Pobedonóstsev, ele explica o sentido de "O Grande Inquisidor" e da resposta de Zossima. Em Moscou, em junho de 1880, vive o triunfo do discurso sobre Púchkin e o descreve à esposa dia a dia. São as últimas cartas de um escritor no auge, interrompidas pela morte em janeiro de 1881.

E-book e brochura a partir de 25/10/2026.